Atualidades

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
Swissleaks: como o HSBC lavou o dinheiro sujo do mundo Swissleaks: como o HSBC lavou o dinheiro sujo do mundo Jornalistas que investigaram fraudes fiscais favorecidas por grande banco britânico contam, em livro, como abriram uma das caixas pretas do sistema financeiro global. “Sem dinheiro, não há Suíça”, escreveu o poeta francês Jean Racine em 1669. Passaram-se séculos e o pequeno país europeu manteve seu status de paraíso fiscal até fevereiro de 2015. A tempestade teve nome e sobrenome: Gérard Davet e Fabrice Lhomme, dois jornalistas investigativos do jornal francês Le Monde que vazaram – em coordenação com repórteres do mundo inteiro – um esquema de sonegação fiscal envolvendo a filial suíça do banco HSBC. O episódio também ficou conhecido como “SwissLeaks”.
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Os cinco muros da vergonha Os cinco muros da vergonha Em 9 de novembro de 1989, os moradores de Berlim se reuniram dos dois lados da barreira de concreto que os dividiu por quase três décadas e começaram a demoli-la, pedaço por pedaço. O muro que separava Berlim Oriental e Berlim Ocidental logo deixaria de existir. Israel, EUA, Coreia, Grécia e Ceuta: 25 anos após queda do Muro de Berlim, episódio que simbolizou diminuição de fronteiras, barreiras físicas ainda existem em diversos continentes. Para muitos, o episódio sinalizava o início de uma nova era, de expansão da globalização e diminuição das fronteiras — simbólicas e reais. Um quarto de século após a queda deste ícone da Guerra Fria, ainda persiste, espalhada pelo mundo, uma série de fronteiras muradas construídas para separar povos.
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
A festa da fertilidade, as mulheres-lixo e o estuprador chique Roger Abdelmassih A festa da fertilidade, as mulheres-lixo e o estuprador chique Roger Abdelmassih Mulher não vale nada mesmo. Mulher é lixo. Durante 13 anos, a uma média de quatro estupros por ano, ou um a cada três meses, o médico Roger Abdelmassih atacou impunemente. Foram ao menos 52 estupros e quatro tentativas contra 39 mulheres, cometidos entre 1995 e 2008 - Imagina-se que tenha sido muito mais. Os crimes acima contabilizados são apenas os que foram denunciados por vítimas que ousaram se expor. Mas sabe-se que, na maioria dos casos, o estupro é uma violência tão terrível que emudece para sempre quem a sofre. Traumatiza. Destrói, corrói.
terça-feira, 3 de junho de 2014
E se os bancos, como os dinossauros, entrarem em extinção? E se os bancos, como os dinossauros, entrarem em extinção? Banco que já foi sinônimo de status para os seus frequentadores, assim como os metrôs, os aeroportos e milhares de serviços que eram prestados aos cidadãos pelos governos e/ou por boas empresas públicas e privadas, transformaram-se em organizações jurássicas no atendimento e extremamente modernas eficientes na maneira de auferir lucros. Em particular os bancos, chegaram ao extremo de transformar gente em gado. Filas intermináveis a qualquer hora do dia e ás vezes até da noite, caixas eletrônicos sucateados, mão de obra e espaços reduzidíssimos; uma vergonha, uma falta de respeito à dignidade humana... A proposito, o escritor e jornalista americano Kevin Maney, um autor premiado acaba de produzir um texto que parece um sopro de esperança na relação entre nós (gado) e os banqueiros: E se os bancos entrarem em extinção? Internet e novas tecnologias começam a abalar formas tradicionais de empréstimo e poupança. Haverá espaço para sistema financeiro alternativo? A atividade bancária, na forma em que a conhecemos, está começando a parecer mais ultrapassada que uma impressora matricial.
sábado, 10 de maio de 2014
Vigiar, punir e exibir! Vigiar, punir e exibir! Novos casos de linchamento relembram: transformar violência em espetáculo é uma forma de mascarar a brutalidade oculta que permeia sociedade. As pessoas que amarram seres humanos em postes ou os imobilizam com travas de bicicleta – cenas que se repetem de diferentes maneiras pelo Brasil, assim como os linchamentos – têm as mesmas motivações daqueles que pregaram Cristo na cruz. Não há diferenças, por mais cristãos que os contemporâneos imaginem ser. Salvo a distância no tempo, são atos com um mesmo propósito, o de exibir a punição para servir de exemplo. (Imagem: Katerina Apostolakou)
terça-feira, 25 de março de 2014
Apartheid no Facebook: “pague, ou desapareça” Apartheid no Facebook: “pague, ou desapareça” Em silêncio, proprietários da plataforma reduzem drasticamente difusão não-paga de conteúdos, instituindo discriminação financeira e afetando movimentos e jornalismo independente. Dezembro de 2013 será lembrado no futuro como o Começo do Fim do Almoço Grátis no Facebook. Foi no último mês do ano passado que a rede social fez a atualização mais recente no algoritmo que decide o que você vê no newsfeed. Pouco antes, em outubro e novembro, era tudo bonança. De lá pra cá, o alcance orgânico de páginas está despencando, muito. E, se não está indo para zero, caminha para algo bem próximo.
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