O Esther Rooftop de Anquier

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

República Décimo primeiro, por favor. A ascensorista (que aproveita aquele minuto para falar sobre a última passageira e até da situação do país) poderia ser o único sinal para a conclusão de que aquele lugar vem de outro tempo. O elevador do edifício Esther, projeto da década de 1930 assinado por Álvaro Vital Brazil e Adhemar Marinho, leva para uma cobertura modernista. O prédio, tombado pelo Condephat (Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural), é um marco desta arquitetura, e seu último andar é privilegiado com uma vista arrebatadora da praça da República.

O Esther Rooftop de Anquier


Quem há muito tempo viu graça no espaço foi o chef Olivier Anquier. Aquela foi sua casa por anos —e lá fez até sua festa de casamento. Mas uma infiltração causou tanta dor de cabeça que o chef se mudou (mantendo o lugar). Quando o irmão Pierre disse que viria para o Brasil, Olivier ofereceu aquela cobertura para um novo projeto, dos dois.

Aos Anquier se uniram outros franceses. O lugar foi então reformado, e virou um restaurante, o Esther Rooftop, que abrirá as portas nesta segunda (29).

Hadrien Lelong, Pierre Anquier, Benoit Mathurin, Pierre Colnet e Olivier Anquier, os sócios.


Um dos sócios é Benoit Mathurin, chef à frente da cozinha. Pierre conta que, quando pisaram juntos no Brasil, Benoit e ele (amigos há 20 anos) foram diretamente para o Mercadão Municipal. "Comemos umas ostras de Santa Catarina, de manhã mesmo, e achamos aquilo incrível. Melhores que as da França", diz. Isso para contar a ideia por trás do menu: "exaltar ingredientes brasileiros".

Benoit serve os moluscos com linguiça (R$ 42, seis unidades). A terrine de porco, à vontade, vem com picles e pão torrado (R$ 29). E a sardinha, inteira, com fatias de pão de alga e manteiga de limão-siciliano (R$ 25).

O contrafilé chega à mesa com um doce purê de cenoura e um inusitado pedaço de abacate assado (R$ 55) e o peixe do dia (que pode ser sororoca), com berinjela assada temperada com canela e maçã-verde (R$ 58).

Fecham a refeição pavlova com creme de iogurte e mascarpone, cubos de manga e maracujá (R$ 21) ou pain perdu, a rabanada francesa, com robusta fatia de brioche (R$ 22).

O elevador número dois do edifício Esther, que leva até a cobertura, vai transportar comensais no almoço (com menu-executivo a R$ 59) e jantar. Aos domingos, eles encontrarão um bufê de brunch (R$ 69 por pessoa).

Em breve, a lan house que está no térreo do edifício dará lugar a uma padaria: O Mundo Pão do Olivier. O espaço, previsto para outubro, servirá como área de espera e passagem para o elevador do edifício.

Esther Rooftop.

Onde Praça da República, 80, República, tel. 3256-1009.

Quando Seg. a sex., das 12h às 15h e das 18h às 23h. Sáb., das 12h à 1h. Dom., das 12h às 18h



Autor: L. Feltran/Agpress
Publicação vista 759 vezes


Existe 1 comentário para esta publicação
quarta-feira, 5/10/2016 por Jose Antonio B Nóvoa
Olivier
O Esther Rooftop de Anquier, será mais uma opção para visitar, quando for a São Paulo, graças a sua publicação. Parabens!!
Enviar comentário


Confira na mesma editoria:
T-bone de cordeiro com purê de baroa
T-bone de cordeiro com purê de baroa
Você sabe a diferença entre o Presunto Pata Negra e o Presunto Serrano?
Você sabe a diferença entre o Presunto Pata Negra e o Presunto Serrano?
Copyright 2014 ® Todos os Direitos Reservados.