“Que país é esse?” Ou, “Sucatearam o Brasil”

sexta-feira, 6 de março de 2015

“Nunca nesse país”! Depois de se ouvir milhares de vezes essa expressão, o Brasil foi inundado por “não sei de nada”, “eu não sabia”. Em seguida, uma série de palavras passou a fazer parte do cotidiano: “Mensalão”, “Petrolão”, escândalo, corrupção, corrupto, ladrão, superfaturamento, lavagem...Acompanhe aqui textos e fotos de um país sucateado!

“Que país é esse?” Ou, “Sucatearam o Brasil”

Retornando um pouquinho no tempo, lembremos o impeachment de Fernando Collor em 29 de setembro de 1992, história bastante conhecida e, em parte, esclarecida. O Caçador de marajás foi enxotado humilhantemente do Planalto para retornar agora apoiando o partido das “maracutaias”.

No ano seguinte veio a queda dos “Anões do Orçamento”, uma quadrilha comandada entre outros pelo baiano João Alves. A Alcunha do grupo deveu-se à estatura física dos seus membros. Hoje teria esse nome porque diante dos escândalos atuais, eram valores “anões”.


E a ponta do iceberg hoje, foi um escandalozinho, o dos Correios ocorrido em maio de 2005, no após denúncias de irregularidades praticadas na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. A crise iniciou-se quando uma fita de vídeo que mostrava um ex-funcionário dos Correios e Telégrafos, Maurício Marinho, negociando propina com um suposto empresário interessado em participar de uma licitação, e mencionando ter o respaldo do deputado federal Roberto Jefferson, do PTB do Rio de Janeiro. Era só o começo do começo!

Mensalão é o nome dado ao escândalo de corrupção política mediante compra de votos de parlamentares no Congresso Nacional do Brasil, que ocorreu entre 2005 e 2006. O caso teve como protagonistas alguns integrantes do governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, membros do Partido dos Trabalhadores e de outros partidos, sendo objeto da ação penal de número 470, movida pelo Ministério Público no Supremo Tribunal Federal.


No conhecido resultado do mensalão, praticamente todos os agentes políticos estão soltos, José Genoíno foi indultado e José Dirceu, um dos principais mentores do esquema, agora em liberdade provisória, continuou, assim como o Fernandinho Beira Mar, atuando de dentro da prisão e está envolvido no escândalo seguinte; o Petrolão!


Já o principal operador do Mensalão, o publicitário Marcos Valério e a chefe da “Lavanderia”, a ex-bailarina, socialite e banqueira mineira Katia Rabelo, continuam encarcerados em penitenciárias.


Nesse interim, o Brasil vem sendo sucateado em suas instituições, impera a desobediência civil, grandes empresas concessionárias de serviço público exploram o consumidor como bem entendem. São milhões de reclamações contra as operadoras de rodovias, telefonia, Tv a cabo e até os bancos públicos que voltados ao atendimento das esmolas do “Bolsa Família” tratam como bois os seus usuários. É demorada e às vezes impossível a utilização dos caixas automáticos.


Nos Correios, uma empresa que já foi modelo e curiosamente a primeira a ser atacada pelos donos do poder, os salários foram aviltados, o atendimento piorou sensivelmente. Ao ponto do excepcional Sedex que atendia encomendas em até 24 h, hoje, dependendo dos locais, o serviço demora até cinco dias.

Estão também em avançado estado de sucateamento, os hospitais, as escolas, e as penitenciárias que são comandadas pelos próprios detentos.

Em maio de 2007 um novo mini escândalo tira da presidência do senado, o mesmo presidente que hoje posa de independente e repousa na lista dos envolvidos no Petrolão; Renan Calheiros! Ele que em 2007 foi acusado de receber ajuda financeira de lobistas ligados a construtoras, que teriam pagado despesas pessoais, como o aluguel de um apartamento e a pensão alimentícia de uma filha do senador com a jornalista mineira Mônica Veloso.

300 picaretas - Deputado federal entre 1987 e 1991, ( na foto com o então candidato ao governo do Paraná Henrique Pizzolato, hoje preso na Itália após fugir espetacularmente de ser preso no Brasil) com a maior votação da história do país, obcecado em chegar à Presidência da República, Luis Inácio Lula da Silva visitou poucas vezes o Congresso Nacional. Em 1993, fez sobre a instituição um comentário que entrou para a história e até virou música de sucesso: “Há no congresso uma minoria que se preocupa e trabalha pelo país, mas há uma maioria de uns trezentos picaretas que defendem apenas seus próprios interesses.”.


24 anos depois, o afetado ministro da educação Cid Gomes repete e até amplia a afirmação de Lula: “Tem lá uns 400 deputados, 300 deputados que, quanto pior, melhor para eles. Eles querem é que o governo esteja frágil porque é a forma de eles achacarem mais, tomarem mais, tirarem mais, aprovarem as emendas impositivas”, disse o ministro, ressaltando que falava em nome próprio, e não do governo.

E, são exatamente, os parlamentares e outros políticos que foram tão duramente atacados por Lula, o grande líder do PT, os seus grandes parceiros para a tomada e manutenção do poder. Quem diria que um dia veríamos no mesmo palanque Jader Barbalho, Fernando Collor, Renan Calheiros, Edson Lobão, José Sarney e até Paulo Maluf, todos aliados com o mesmo objetivo tomar o poder, sucatear o país e ficar cada dia mais ricos e poderosos.


Paralelamente aos acordos espúrios, o Brasil se deteriora a cada dia. A inflação cresce, os empregos desaparecem e até o futebol que engoliu uma fortuna dos cofres públicos no patrocínio da malfadada Copa do Mundo de 2014, se desmancha numa humilhante derrota de 7x1 para os disciplinados alemães.


Em abril de 2014 tem início a Operação Lava Jato cujo teor todos já conhecem e aí a sucata começa a ser desmontada. É ano de eleição, o dinheiro, as propinas e a corrupção correm soltos mesmo sob o intenso trabalho da Policia Federal. Ninguém acreditava que um Juiz de Curitiba fosse virar o país ao avesso, Deu no que está dando...

A campanha da “Presidenta Dilma” foi montada em cima de um amontoado de mentiras e de embustes. A tarifa da energia elétrica “abundante” chegou a baixar de preço, o que foi anunciado em rede nacional pela gestora do país, o combustível teve o seu preço congelado, os benefícios sociais em forma de esmola foi ampliado no meio miserável do nordeste tudo objetivando a manutenção do poder.

A transposição do São Francisco, menina dos olhos de Lula, seria a redenção do nordeste que lhe serviu de berço. Depois de se enterrar milhões bilhões de reais do dinheiro do povo, a transposição interrompida e sem muito futuro, serviu apenas para fazer a redenção de meia dúzia de empreiteiras.

Centenas de obras de todos os portes estão paradas. São refinarias, escolas, hospitais, viadutos e pontes, isso em todos os estados do país.

Só para citar um gritante, o VLT de Silval Barbosa em Cuiabá. A obra cheia de erros de projeto, atualmente para e com menos de 20% concluída, está avaliada em R$ 1,47 bilhão, e o governo já pagou 84% desse valor. O VLT cuiabano que deveria estar pronto antes da Copa de 2014, continua saindo de nada e chegando a lugar algum.

Enquanto avança a Operação Lava Jato, a presidenta se envolve em um imbróglio internacional tentando salvar da pena de morte um brasileiro condenado à morte após ter sido flagrado com cocaína no aeroporto de Jacarta na Indonésia. O brasileiro foi executado no dia 18 (17 no Brasil) de janeiro.

Entrementes o Brasil tenta extraditar o mensaleiro ítalo-brasileiro Henrique Pizzolato enquanto, (pelo menos por enquanto) mantém no Brasil sob a proteção do então presidente Lula, o italiano condenado por assassinato no seu país, Cesare Battisti.






Diretores da Petrobras começam a ser ouvidos, presos, soltos, presos novamente, o cerco vai se apertando, surgem as delações premiadas  os ladrões começam a vomitar milhões de dólares de propina s ainda guardadas em suas contas espalhadas pelo mundo. O Brasil conhece a arrogância de Renato Duque (que continua solto), o cinismo e a feiura de Nestor Cerveró, o ar de vitima de Paulo Roberto Costa, o pavor de Renato Barusco, o ar de pavão misterioso de Fernando Baiano...

Então chegou a vez do clube do milhão que seria capitaneado pelo empresário baiano Ricardo Pessoa dono da UTC. Entre a cruz e a caldeirinha, os empresários e executivos, ente os quais Ricardo Pessoa, este portador dos mais cabeludos segredos começam a temer seguir o destino de Marcos Valério e Katia Rabelo (nessas fotos como bailarina clássica e como banqueira. Hoje está na penitenciária). Pessoa era tão intimo do então presidente Lula que tinha autorização para falar com o mandatário em seu gabinete a qualquer momento sem necessidade sequer de um prévio aviso.

Nas ruas o povo protesta pela falta de água, apagões, e pela péssima qualidade do serviço de transportes. Os caminhoneiros param o país em protesto pelo alto custo dos combustíveis e pelo baixo preço dos fretes. E é exatamente no ápice da crise que o grande responsável por ela, o “Estadista” Luiz Inácio Lula da Silva oferece o “exercito” de Sem Terra do Stedile para confrontar-se com as massas nas ruas.





















Finalmente, no histórico dia 06 de fevereiro de 2015, depois de muita conversa e pé de ouvido entre o petista Eduardo Cardozo, o ameaçado procurador geral da República Rodrigo Janot e o Ministro do STF Teori Zavascki, (nomeado por Lula para o STJ e por Dilma para o STF), é divulgada a lista dos políticos envolvidos com o roubo do dinheiro público, em especial da Petrobrás.

Depois de tanto tempo esperando Janot (qualquer semelhança com a peça “Esperando Godot” do dramaturgo Irlandês Samuel Beckett pode não ser mera coincidência), a lista de Janot “premia” meia dúzia de petistas e deixa de fora inúmeros nomes que todos sabem que não poderiam deixar de estar nela.

E por falar nisso, por onde andam Graça Foster, João Vaccari Neto, Sergio Gabrielli, Lula, Dilma, José Dirceu...







Agora, é esperar, não mais por Janot, mas pelo próximo escândalo. Quem

sabe, no BNDEES!

 

A LISTA

 

O resultado da lista decepciona alguns...

PP

– Senador Ciro Nogueira (PI)

– Senador Benedito de Lira (AL)

– Senador Gladson Cameli (AC)

– Deputado Aguinaldo Ribeiro (PB)

– Deputado Simão Sessim (RJ)

– Deputado Nelson Meurer (PR)

– Deputado Eduardo da Fonte (PE)

– Deputado Luiz Fernando Faria (MG)

– Deputado Arthur Lira (AL)

– Deputado Dilceu Sperafico (PR)

– Deputado Jeronimo Goergen (RS)

– Deputado Sandes Júnior (GO)

– Deputado Afonso Hamm (RS)

– Deputado Missionário José Olímpio (SP)

– Deputado Lázaro Botelho (TO)

– Deputado Luis Carlos Heinze (RS)

– Deputado Renato Molling (RS)

– Deputado Renato Balestra (GO)

– Deputado Lázaro Britto (BA)

– Deputado Waldir Maranhão (MA)

– Deputado José Otávio Germano (RS)

– Ex-deputado e ex-ministro Mário Negromonte (BA)

– Ex-deputado João Pizzolatti (SC)

– Ex-deputado Pedro Corrêa (PE)

– Ex-deputado Roberto Teixeira (PE)

– Ex-deputada Aline Corrêa (SP)

– Ex-deputado Carlos Magno (RO)

– Ex-deputado e ex-vice governador João Leão (BA)

– Ex-deputado Luiz Argôlo (BA) (filiado ao Solidariedade desde 2013)

– Ex-deputado José Linhares (CE)

– Ex-deputado Pedro Henry (MT)

– Ex-deputado Vilson Covatti (RS)

 

PMDB

– Senador Renan Calheiros (AL), presidente do Senado

– Senador Romero Jucá (RR)

– Senador Edison Lobão (MA)

– Senador Valdir Raupp (RO)

– Deputado Eduardo Cunha (RJ), presidente da Câmara

– Deputado Aníbal Gomes (CE)

– Ex-governadora Roseana Sarney (MA)

 

PT

– Senadora Gleisi Hoffmann (PR)

– Senador Humberto Costa (PE)

– Senador Lindbergh Farias (RJ)

– Deputado José Mentor (SP)

– Deputado Vander Loubet (MS)

– Ex-deputado Cândido Vaccarezza (SP)

 

PSDB

– Senador Antônio Anastasia (MG)

 

PTB

– Senador Fernando Collor (AL)


Autor: Celso Mathias
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