Os dez carros italianos mais cobiçados de todos os tempos

domingo, 23 de junho de 2019

É justo que esta lista deva ser preparada com algum exotismo, afinal de contas, é por isso que os italianos são famosos. Acho que é preciso esperar igualmente certa liberdade criativa do autor numa lista como esta. Alguns destes carros cairão que nem uma luva, mas outros poderão gerar controvérsia. Na foto de abertura, uma “concentração” de vaidades; só F40!

Os dez carros italianos mais cobiçados de todos os tempos

10. Alfa Romeo Spider

Por quê?

O Alfa Spider foi produzido entre 1966 e 1994, com apenas pequenas mudanças estéticas. O pequeno Alfa foi muitas vezes apelidado de Ferrari para o homem pobre, mas isso até pode ser visto como um elogio. Sobreviveu ao teste do tempo e ficou bem visto junto da imprensa de automobilismo e do público, pela agradável direção, certeira como um corte de bisturi e o bonito design, com um bom valor base de entrada nos carros esportivos italianos conversíveis.

O que é?

O Alfa Romeo Spider foi lançado no Salão Automóvel de Genebra em Março de 1966. Utilizava um motor 1.6 litros de quatro cilindros inicialmente, com um motor mais potente 1750 cc a ser introduzido em 1967 e um 'junior' de 1290 cc com menos confortos a ser acrescentado em 1968. A Alfa Romeo continuou a refinar a fórmula nas décadas seguintes, mas manteve o DNA do original, que só seria interrompido em 1994. Ele ainda ganhou fama nas "bilheteiras" com uma participação num filme como carro de Dustin Hoffman em "The Graduate", um filme de 1967.

9. Maserati 250F

Por quê?

O Maserati 250F é o mais bonito dos carros de Grand Prix pré-Campeonato de Construtores do pós-guerra. Numa altura em que o automobilismo colocava os fabricantes no mapa foi o 250F que cimentou a Maserati como uma força maior, especialmente no Pós-Segunda Guerra Mundial.

O que é?

O 250F venceu 277 corridas ao longo da década de 50 com pilotos que vão desde Juan Manuel Fangio a Stirling Moss através de equipas privadas. Foi introduzido em 1954, e o primeiro foi pilotado por Fangio no Grande Prémio da Argentina, onde ganhou logo na estreia.

Inicialmente, o 250F foi lançado com freios a tambor e um motor de 2,5 litros de seis cilindros em linha, mas em 1957 a Maserati adicionou frios a disco e os carros passaram a ter motores V12 e 315 cv, que significou um aumento de 75cv. Chegada a temporada de 1958, o 250F já estava de modo geral ultrapassado, no entanto, tinha feito o seu trabalho e mantém-se até hoje como sinônimo dos Grandes Prémios da década de 50.

8. Ferrari 250 GTO

Por quê?

Mesmo em 1962, o 250GTO era especial. Na América do Norte os compradores não só tinham de ser aprovados pelo distribuidor norte-americano, como também pelo próprio Enzo Ferrari. Hoje em dia, há relatos de 250GTO a serem vendidos por mais de 30 milhões dólares americanos, tornando-se não apenas um membro da aristocracia, mas da realeza no que toca a automóveis.

O que é?

O 250 GTO foi produzido para competir nas corridas de GT. Utilizava o motor 3.0 litros V12 do Ferrari 250 Testa Rossa, que foi introduzido numa carroçaria cupê aerodinâmica que foi desenvolvida num túnel de vento. O 250 GTO foi um dos últimos cupês com motor dianteiro a disputar corridas competitivamente, e com sucesso, antes da configuração motor dianteiro se tornar obsoleta.

7. Lancia Delta Integrale

Por quê?

Estas formas desenhadas por Giorgio Guigiaro chegaram em 1979 (embora o Integrale só tenha chegado em 1986) e sobreviveu até 1994, com versões modificadas cada vez mais loucas. O design original não só se estendeu por três décadas, mas tornou-se o carro de rali mais bem sucedido de todos os tempos, conquistando seis campeonatos do Mundo de Ralis no seu percurso.

O que é?

O Delta Integrale foi lançado inicialmente com um motor 2.0 V8 turbo e foi seguido por uma versão mais poderosa de 16 válvulas do mesmo motor. O Delta Integrale é agora tão desejável como alguns Ferraris da mesma altura e também é mais rápido nas estradas rurais. O chassis foi bem avaliado e dá transmite estabilidade, mesmo segundo os padrões de hoje, com o sistema de tração nas quatro rodas, em particular, a dar-lhe qualidades para envergonhar muitos supercarros da época.

6. Lancia Stratos

Por quê?

O Lancia Stratos foi inspirado pelo protótipo de design da Bertone, que foi revelado em 1970 no Salão Automóvel de Turim. Foi um dos primeiros veículos de homologação especial que foram os impulsionadores das máquinas espetaculares do Grupo B nos anos 80. Até o nome indica o seu estatuto especial, com um nome que sugere uma influência extraterrestre.

O que é?

492 exemplares do Stratos foram produzidos entre 1972 e 1974 e que acabaram por vencer o Campeonato Mundial de Ralis em 1974, 1975 e 1976. Na sua versão de estrada vai utilizou o motor V6 de 246cv do Ferrari Dino. Na versão de rali o motor foi modificado e produzia 280cv, com exemplos posteriores a produzirem até 560cv com a ajuda de um turbo compressor KKK único. O Stratos permanece um ícone até aos dias de hoje, e originou ainda uma recriação que utilizou a mecânica de um Ferrari F430 Scuderia.

5. Lamborghini Countach

Por quê?

Escandaloso é um termo que pode ser utilizado para descrever o Lamborghini Countach. A maior parte das pessoas lembrar-se-á dele por causa do 5000QV, mas isso não faz jus ao carro original. O LP400, lançado em 1974, tinha um design agressivo, mas manteve a pureza de linhas que a Lamborghini tinha oferecido anteriormente. Pondo de lado os debates sobre o design, o Countach merece o seu lugar nesta lista pela simples razão de que figurou em mais paredes de adolescentes do que qualquer outro carro ao longo da década de 80.

O que é?

O Lamborghini Countach foi lançado em 1974, movido por um V12 de 4 litros com 375cv. Apesar da potência relativamente modesta, a Lamborghini anunciava uma velocidade máxima "superior a 200 mph" e a maioria das pessoas acreditava graças à sua estética alucinante. Apesar dos dados difundidos, o Countach nunca iria conseguir aproximar-se das 200 mph. Em 1985 encontrava-se equipado com um motor V12 de 5167cc e 455cv, mas só chegava às 180 mph. Na verdade, os números de desempenho reais são irrelevantes no caso do Countach já que tudo girava em torno do estilo ultrajante e das qualidades de ícone de "pôster".

4. Pagani Zonda

Por quê?

Os fabricantes de supercarros vêm e vão geralmente com alegações exageradas e muito pouca substância a apoiá-los. Geralmente, há alguns exageros e alguma indiferença por parte dos que seguem a indústria de perto o suficiente para vê-los falhar com uma surpreendente regularidade. A Pagani é uma das poucas exceções. Horacio Pagani criou algo com genuína substância, geriu os compósitos da Lamborghini, antes de criar a Pagani Composite Research em 1988 e a Design Modena em 1991. Junte-se a isso a relação de Pagani com a AMG e as fundações eram sólidas. Em 1999 estava pronto para desvendar o C12 Zonda.

O que é isso?

A Pagani apresentou o Zonda no Salão Automóvel de Genebra, em 1999, onde recebeu grandes elogios, não só era deslumbrante visualmente, mas foi desenvolvido e construído com uma qualidade fantástica, uma falha comum até então nos novos fabricantes de supercarros. Todos os Zonda usaram motores AMG V12, com cilindrada entre os 6,0 litros e os 7.3 litros, dando-lhe um motor poderoso e fiável, dotado de uma enorme flexibilidade. A Pagani desenvolveu o Zonda ao longo da década seguinte, mas os ingredientes principais estiveram lá desde o início, o Zonda tinha um comportamento seguro, tinha um aspecto fantástico, e a performance era alucinante. Inúmeras versões limitadas foram lançadas antes de a Pagani substituir o Zonda pelo Huayra em 2011. Foram vendidos sem problemas, apesar dos preços acima de 1 milhão de dólares, e em muitos casos muito mais. A Pagani está aqui para ficar.

3. Lamborghini Miura

Por quê?

É amplamente aceite que o Lamborghini Miura foi o primeiro verdadeiro supercarro. Era um carro fabuloso e certificou-se que a Lamborghini ia ter um nome para concorrer com a nata da aristocracia de supercarros italianos. Sem o Miura é altamente improvável que tivéssemos gostado de algumas das criações bizarras e emocionantes com as quais fomos abençoados nos últimos 40 anos, porque, acredite-se ou não, Ferruccio Lamborghini queria construir o derradeiro carro GT...

O que é?

O Miura foi revelado pela primeira vez à imprensa no Salão de Genebra em 1966, em que roubou as manchetes, apesar de não ter o 3,9 litros V12 no salão pelo fato de não caber no compartimento do motor. Os primeiros carros eram P400, e produziam 350cv, no entanto, é o SV P400 com 385cv que tem mais seguidores nos dias de hoje.

2. Lamborghini Gallardo

Por quê?

A Lamborghini esteve sempre à beira da extinção. Apesar do fato de a Volkswagen ter passado a controlar a Lamborghini em 1998 só em 2003 e com o lançamento da Gallardo se sentiu o poder da empresa alemã. O Gallardo é o modelo que não só simboliza os novos patrões da Lamborghini, mas também se sente como tal.

O que é?

O Gallardo foi lançado com um aplauso entusiástico em 2003. Tinha um aspecto fantástico e tinha um motor V10 maravilhoso. Apesar dos problemas iniciais com a qualidade de construção e algum debate sobre a qualidade da experiência de condução, pelo menos até 2005, quando o SE foi lançado, o Gallardo provou ser popular. O Gallardo foi criticado por alguns por partilhar componentes da Audi, mas este era de facto um aspecto positivo importante. O Gallardo era suficientemente pequeno e prático para ser utilizado regularmente pelos proprietários e a introdução de sucessivas melhorias significativas inauguraram uma nova era na Lamborghini.



1. Ferrari F40

Por quê?

322km/h. Esta é a resposta.

O Ferrari F40 foi o primeiro carro de produção a atingir uma velocidade máxima de 322km/h (200 mph). Não apenas isso, mas ele tinha aspecto de um supercarro. O F40 tem uma grande asa traseira, sem grandes confortos e uma entrega de potência positivamente violenta. É o carro que dominou o panorama dos supercarros do final dos anos 80 e continua ainda hoje a ser venerado.

O que é?

A Ferrari produziu 1315 F40s entre 1987 e 1992. Tinham poucos confortos, não tinha controle de tração nem puxadores das portas interiores, contando em vez disso com um pedaço de fio revestido de plástico. O F40 estava equipado com um motor central V8 turbo de 471cv. Apesar da potência não parecer espetacular segundo os padrões de hoje, vale a pena lembrar que o F40 pesava apenas 1.100 kg, e a entrega de potência era quase absurdamente violenta. Mais tarde, os carros ganharam um catalizador e outras pequenas alterações, mas cada um dos restantes F40 são hoje tão desejáveis como nunca antes foram.

 

 


Autor: Agpress/A.Lobo
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