Fera tranquila

domingo, 10 de abril de 2011

Neste elegante conversível brilha o derradeiro orgulho da decadente indústria automóvel britânica. Ironicamente, um dos símbolos da «aristocracia» automóvel inglesa caiu nas mãos do gigante grupo indiano Tata, que adquiriu a Jaguar e a Land Rover que pertenciam à Ford. Ghandi não desdenharia um sorriso malicioso. Imperialismos à parte, o novo Jaguar XKR produz um imediato efeito de osmose quando nos sentamos aos seus comandos e libertamos o som borbulhante do motor V8 com 520 cv.

Fera tranquila


Enquanto o «Big Cat» aquece, tempo para admirar o requinte que nos rodeia, com os confortáveis e envolventes bancos de pele, aplicações metálicas no painel e um estilo de decoração «very british» mesmo sacrificando alguma ergonomia. Apesar de ser um 2+2, este conversível não admite que os convidados dos bancos traseiros se sintam muito à vontade. Por isso enderece apenas um convite para o banco do lado. E, apesar do colossal motor capaz de projetar o XKR a 250 km/h de velocidade máxima e levar apenas 4,8 segundos a atingir os 0 aos 100 km/h, garantimos que dificilmente o seu convidado terá de cravar as unhas na pega da porta.

A suavidade quase diplomática é impressionante, as subidas de regime e de velocidade passam despercebidas, graças à eficácia das suspensões que filtram as irregularidades do piso e nos fazem sentir recostados num autêntico tapete voador. É esse conforto extremo que diferencia o Jaguar XKR dos seus rivais esportivos do clube dos 500 cv. A potência está a serviço do bem-estar e não para criar suores frios ou descargas de adrenalina.

A construção em alumínio ajuda a poupar alguns quilos na balança e a conferir-lhe uma maior agilidade, mas a caixa automática de seis velocidades um pouco lenta (em modo Sport é mais despachada), a direção demasiado filtrada e o excessivo «protecionismo» eletrônico retiram-lhe a raça desportiva que a sua silhueta projeta e que a sigla R anuncia. Trata-se, pois, do carro típico do «gentleman driver».

Para ter acesso aos doces prazeres deste exclusivo conversível de capota de lona elétrica não é preciso «comprar» um compressor volumétrico (que lhe dá 220 cv «extra»), já que a versão normal debita perto de 300 cv, valor mais do que suficiente para dar a este «Big Cat» a «alimentação» que ele merece, com a considerável vantagem de lhe sobrarem 20 mil euros para ir pagando a «ração» — afinal, as médias de consumo podem com facilidade rondar os 18 litros a cada 100 km.

FICHA TÉCNICA

Chassis

Carroceria em alumínio

Motor

Capacidade Cúbica (L): 5.0

Cilindros: 8 em V com compressor Supercharged

Número de Válvulas por Cilindro: 4 (32)

Cilindrada: 5.000 cm³

Potência Máxima: 510 cv

Transmissão: Autom/Mec de 6 velocidades

Tipo de Tração: Traseira

Combustível: Tecnologia Supercharged, à gasolina

Freios: Marca Brembo, a disco ventilados

 

Performance

Aceleração de 0 a 100 Km/h: 4.8 segundos

Velocidade Máxima (Km/h): 250 (Limitada Eletronicamente)

Rodas e Pneus

Tipo de Roda: Liga Leve

Dimensões da Roda: 19” x 8,5”

Tamanho do Pneu:

Dianteiro 245/40 19”

Traseiro: 275/35 19”

Porta-malas: Volume do Porta-Malas: 220 l

Preço no Brasil: R$ 500.000.00



Autor: Celso Mathias
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